Tsb matéria – Música brasileira de anime para sempre

Tsb matéria cópia

Há muito que tinha vontade de escrever um artigo acerca de nossas queridas adaptações e, eis que finalmente me lanço neste desafio ao som dos mais diversos trabalhos deste segmento.

Tsb matéria – Música brasileira de anime para sempre

Por Rummenigge P. Lassant

Não sei por que, mas, atualmente, sempre que alguém comenta ou de alguma forma remeto a canções brasileiras de animes, bate uma sensação retrô,sabe, como se um pedaço da década de 90 fizesse parte das minhas lembranças mais especiais, aquelas que certamente guardarei para sempre em minha memória. No entanto, quando paramos pra pesquisar quando tudo isso começou vemos que este universo vai muito além de nossas lembranças de infância.

A primeira adaptação brasileira realmente cantada remete à década de 70. Até então, diversos animes haviam sido exibidos no Brasil como Astro Boy, O oitavo homem, Tarô kid, dentre diversos outros. No entanto, como era de praxe à época, essas produções costumavam ser exibidas aqui com o tema de abertura original (em japonês) ou, muitas vezes, possuíam uma abertura instrumental, com narração brasileira. No entanto, com a exibição do anime Johnny Cypher na dimensão zero, exibido no final da década de 60, na extinta TV Tupi, tivemos o que se pode considerar a primeira música dublada de anime no Brasil. Aliás, tal abertura é um tema exclusivo do Brasil (o que na década de 90 viria se tornar rotina com as brilhantes versões que tivemos da saudosa Gota mágica).

Dado o pontapé inicial, as canções brasileiras de animes começaram a ganhar cada vez mais espaço nas telinhas brasucas. A década de 80, por sua vez, viria a ser palco de temas lendários que fizeram a alegria de muita gente. Verdadeiras jóias surgiram aqui, Angel a menina das flores, Heidi, D’Artagnan e os três mosqueteiros, Rei Arthur e outras – algumas, versões brasileiras das músicas originais, outras, magistralmente adaptadas – e aqui me sinto obrigado e fazer um parêntese e destacar a genialidade do Mário Lúcio de Freitas: Mário fez mais que compor, arranjar e produzir temas lendários. Ele foi responsável pelo lançamento de projetos audaciosos nessa área musical, algo nunca antes imaginado aqui no Brasil, como o lançamento do Compacto especial da Turminha Zig Zag (que reunia temas de 4 animes distintos e que você confere em breve aqui na Tsb anime uma mega matéria sobre este trabalho).

Rumamos para a década de 90 e nos deparamos com o grande bum produzido pelos Cavaleiros do zodíaco e é aqui que se evidencia a importância que as versões brasileiras ocupavam no processo de adesão do anime. Os temas japoneses e instrumentais dão lugar agora a versões brasileiras em sua maioria e hoje é impossível se imaginar clássicos como Fly, o pequeno guerreiro, Sailor Moon, Shurato, Yu yu hakusho, Dragon Ball, Os cavaleiros do zodíaco e mais pro final da década Pokémon e Dragon Ball Z sem versões brasileiras.

A primeira década do novo século, por sua vez, veio mostrar que as versões brasileiras não estavam resumidas apenas ao passado. Surgem neste período verdadeiros clássicos do cancioneiro animístico brasileiro (uia XD): El Hazard, Bucky, Tenchi Muyo, Sakura card captors, Dragon Ball Z (Majin Bu saga), Dragon Ball Gt, Inuyasha, Corrector Yui são apenas algumas das inúmeras versões brasileiras que marcaram época na vida de muita gente.

Nos últimos anos, temos visto uma mudança bastante significativa no mercado de animes no Brasil e, consequentemente, nas canções adaptadas. Se na década de noventa anime dublado era sinônimo de versão brasileira na parte musical, atualmente o mercado não se comporta bem assim.

Além disso, há um certo ceticismo por parte de uma “suposta elite” de fãs puristas (se é que se pode chamar essas pessoas de fãs) que, apesar de serem brasileiros, insistem em colocar defeito nas versões brasileiras (que não se resume apenas a canções). Esse pessoal, por sua vez, afirma com toda a certeza do mundo que muitos animes deixam de receber versões brasileiras das canções devido à péssima qualidade das adaptações. No entanto, esse é um mito que é lançado por terra, não apenas pela falta de argumento, mas por fatores que existem e que nem sempre estão aí pra todo mundo ver.

Alguns desses fatores vem contribuindo com tal mudança. Poderíamos ressaltar aqui a diminuição das produções nipônicas na tv aberta no Brasil  e a proposta de canais pagos como o antigo Animax de exibir produções dubladas com as canções originais sem adaptá-las. Contudo, há um fator determinante para que um anime ganhe sua versão brasileira das canções, fator esse que impera em qualquer transação comercial inserida no regime capitalista: O DINHEIRO.

O que muita gente não sabe é que quanto mais canções adaptadas o anime tiver, mais caro será o custo final para a empresa pagante. Fico imaginando quanto deverá ter custado a parte musical de Inuyasha ou mesmo da versão da Rede Globo de Sakura Card Captors, uma vez que a série possui as músicas internas todas dubladas. Além disso, como atualmente a política é reduzir gastos, podemos presumir por que chegou até nós uma série de produções dubladas que não receberam versões em português das músicas. E você achando que o Animax mantinha as músicas em japonês porque quem detinha as ações do canal era um executivo fanático pelo Japão, né?😄

Ao contrário do que se pensa, nem sempre a produção quando é enviada para ser dublada inclui no pacote de dublagem a adaptação das músicas. Nas palavras de Nil Bernardes: Cada caso é um caso.

Parte das produções encaminhadas ao estúdio de dublagem possui a adaptação das canções inclusas no pacote, enquanto parte deste montante é negociada à parte pelo produtor. Além disso, a produção de tais canções na maioria das vezes é feita separadamente. Engana-se quem pensa que a parte musical é feita no estúdio de dublagem (há casos sim de produção interna, mas boa parte é relegada a outro profissional que faz seu trabalho em outro estúdio; a versão de Cha la head cha la não foi gravada na Álamo, sabia?). Junto a isso, muitas vezes os produtores dispõem de um tempo extremamente curto para realizar seu trabalho, de modo que, adaptar a letra, escalar o cantor, mixar e masterizar a canção, é feito num curto espaço de tempo (às vezes da noite para o dia), o que nem sempre resulta numa versão finalizada com a qualidade que deveria.

Por fim, se há uma tendência atual de barateamento das dublagens (chegando a extremos de dublar animes no exterior com vigias e donas de casa desempregadas dando uma de dubladores), perder tempo e DINHEIRO para adaptar músicas pra quê? É o que devem se perguntar os executivos de plantão😄.

Os ferrenhos defensores da língua perfeita e imaculada falada e cantada no Japão tendem a marginalizar todo e qualquer trabalho feito em nosso país. Pegam a dublagem e as músicas brasileiras de animes e batem o martelo quando afirmam categoricamente que anime dublado e música adaptada não presta. Alguns mais flexíveis (ou seriam corajosos?) afirmam que as músicas dubladas com qualidade ficaram lá na década de 90 e que nada mais com qualidade é produzido no Brasil.

No entanto, afirmar que uma canção ou outra não presta, é malfeita, não chega aos pés da original é, em minha opinião, afirmar que o conjunto da obra, formado por letra, interpretação, proposta e contexto não se harmonizam de alguma forma. E aqui vem a minha crítica: é exatamente essa falta de parcialidade e percepção (ou seria maturidade?) que carecem os comentários encontrados por aí. Vejamos se essa verdade comentada pelos puristas é tão verdadeira assim.

Letra: As adaptações das letras brasileiras versam, a meu ver, por três segmentos principais. Se por um lado temos letras infantilizadas, que ignoram o sentido da letra original, mas que procuram passar uma mensagem objetiva sobre a temática do anime, (afinal, o público alvo é, sem dúvida, a criançada que tortura os pais em busca dos produtos com a marca do anime), por outro há aquelas que tentam transpor em português o máximo do sentido da letra original,adaptando, mas sem muitos exageros. O terceiro tipo, entretanto, é aquele que a tradução ignora a barreira linguístico-cultural e, assim, produz versões com letras meio sem sentido, uma vez que prima pela literalidade na hora de traduzir. Sendo assim, categorizo nossas adaptações em 3 segmentos:

Tipo 1 (Letras infantilizadas) > Digimon 2

 

Letra brasileira (trecho): “Nós somos digimons, somos guerreiros digitais. Coragem e união, nós somos demais!”

Letra japonesa (trecho): “Com velocidade máxima a história que recomeça pinta a terra de vermelho. E no planeta um paraíso que se torna vazio, com nossas mãos iremos resgatá-lo”

Como se pode ver, neste segmento o sentido da letra original cede lugar a uma letra mais simples e direta, afinal de contas, como citado acima, o público alvo deste tipo de produção são as crianças. E é aqui que os puristas mal informados torcem a cara: diferente do Japão (que possui animes para qualquer faixa etária, de crianças a adultos) aqui no Brasil as produções são adquiridas tendo em vista as crianças como consumidoras. Afinal de contas, qual a empresa que vai adquirir um material, pagar uma nota pra dublar e adaptar as canções, pensando num público tão instável como os adolescentes (e por que não inserir aqui muitos adultos mal resolvidos), pra, no fim das contas, ver os produtos encalhados nas prateleiras?

Tipo 2 ( Letras adaptadas ) > Digimon 4


Letra brasileira (trecho): “Vem sentir a emoção com o coração pegando fogo, até o horizonte você voará. Vem!”

Letra japonesa (trecho): “Deixe seu coração crepitado no fogo. Faça-o correr até o horizonte.”

Acredito que este segmento talvez seja o tipo com maior harmonia na adaptação, uma vez que tenta transpor à língua portuguesa o máximo do sentido original, respeitando, na maioria das vezes, a harmonia das canções e as barreiras linguísticas que separam a língua matriz (japonês) e a língua alvo (português). Aqui é onde entra o profissional de bom senso, competente, que sabe que Brasil não é Japão, que as línguas são diferentes em diversos aspectos e, assim, tenta preservar o sentido da letra original, mas prima, principalemnte, pela naturalidade dos versos. O que vale é a adaptação do tema, não uma tradução literal.

 

Tipo 3 (Tradução literal): > Super Doll Lica Chan

 

Letra brasileira (trecho): “ Olhando no espelho dou o meu melhor sorriso; gosto de horóscopo, hoje é meu dia”

Letra japonesa (trecho): “ Olho no espelho e sorrio; gosto de horóscopo, nervosa com um dia bom”

O tipo 3, por sua vez, é o tipo mais problemático (na verdade, o único que, em minha humilde opinião não fica legal). Aqui a letra é toda montada em cima da letra original, pouco importando se a letra brasileira vai soar estranha ou sem sentido.

Particularmente não vejo problema algum nas adaptações dos tipos 1 (infantilizadas) e 2 (adaptadas), mas tem muita gente que vê (ou fingi que vê). Acho que é mais palpável fazer uma letra simples como as “infantilizadas” ou mesmo “adaptadas” do que encher a música de palavras rebuscadas como se percebe em algumas letras japonesas. O objetivo maior aqui é fazer com que o expectador crie uma espécie de unidade com o anime, que se sinta instigado através da música a assistir, ninguém quer ganhar um Nobel da paz pela adaptação.

Interpretação: Acho esse quesito um dos mais engraçados quando vejo os palpites por aí na internet. Acho de um espírito adolescente sem igual ver pessoas criticando os cantores brasileiros e muitas vezes “endeusando” os cantores japoneses. Bom, até onde o bom senso me permite perceber, há cantores bons e ruins em qualquer parte do mundo. O que não existe, definitivamente, é esse país de faz-de-conta que vejo uma minoria com síndrome de Peter Pan pintando por aí. Confesso que já me deparei com versões brasileiras que, a princípio, achei que a interpretação não ficou tão legal assim. Isso é normal! Nesse ramo como em qualquer outro há trabalhos bons e ruins. Mas onde não há? No Japão? Acho que não. Vale lembrar que a música brasileira é mundialmente conhecida e respeitada (palavra que muitos brasileiros desconhecem o significado).

Proposta: Como citei acima, acho que o objetivo maior de uma música é servir de cartão de visita para o expectador, é algo mais pra sentir do que para por à prova. E uma letra simples e fácil muitas vezes empolga mais que um cântico barroco.

Contexto: Por fim, acho que o contexto é uma coisa altamente relevante quando vamos tecer alguma crítica (e as versões brasileiras das canções não fogem à regra). Acho de uma mediocridade sem fim ver hoje em dia um bando de marmanjo criticando e metendo o pau na abertura do Digimon, o clássico tema Digimon, digitais cantado pela Angélica. O mais interessante de tudo é que, na época do lançamento, essas mesmas pessoas que hoje criticam, cantavam junto com a Angélica o tema de abertura ao longo dos 51 episódios da série. Lembram disso? Ou seja, a música é exatamente o que deveria ter sido pra época, pois o contexto pedia isso (lembre-se: a Globo precisava de uma atração para bater de frente com Pokémon e, fazia parte do marketing do desenho gravar a música com a apresentadora do programa e até angariar os fãs da loira pra vê-lo). É o famoso: cada otaku no seu galho, ops, macaco😄.

Dessa forma, acho que a música em si tem o objetivo principal de divertir e entreter o ouvinte. Quando deixamos esse campo de ouvinte e passamos a adentrar numa área mais analítica, devemos ser os mais cuidadosos possíveis e perceber que o todo é feito de partes e que por mais que esse todo não esteja 100%, há algo que podemos tirar de positivo dele, então, que aproveitemos o que de positivo ele tem pra nos oferecer.

Acho que desde a mais tenra infância há um sentimento de cumplicidade com relação à nossa língua mãe (português). E a música nos ajuda desde muito cedo a expressarmos essa cumplicidade que há entre nós e nossa língua. Fico imaginando uma festa de aniversário brasileira ao som do clássico “parabéns a você” em outra língua, já pensou? Imagino que não deva ser tão convincente assim, pois não há o apelo nem a expressividade proporcionados pela língua que desde crianças soa natural aos nossos ouvidos. E com as adaptações brasileiras de animes não é diferente. Parte da graça está justamente na interatividade, esse é o ponto chave a meu ver.

Quando uma canção é adaptada, ela gera uma espécie de laço entre o expectador e o anime cuja música ele faz questão de cantarolar a cada novo episódio. Faz parte da interação entre as partes. Esse é o grande barato! Jamais me perdoarei de não ter vivido aquele momento ímpar em que os fãs da saga Cavaleiros do zodíaco cantaram em uníssono o segundo tema brasileiro de abertura durante a exibição do filme do Abel nas salas de cinema de todo o Brasil. Imagino que a cena com a música japonesa talvez tivesse passado despercebida e não tivesse marcado a vida de tantos fãs para sempre.

Por fim, discordo que esse é um mercado decadente no Brasil. Só temos um ritmo mais lento que há tempos atrás, mas isso faz parte do processo de mudança que estamos passando: é algo natural.

Sinceramente, me sinto orgulhoso de fazer parte do Brasil e de ter tantos “Mários Lúcios de Freitas e tantas Sarahs Reginas espalhadas pelo Brasil afora. Gente competente,que faz seu trabalho por paixão acima de tudo.

Tsb anime. Rumo ao maior espaço nacional de músicas brasileiras de animes.

15 comentários em “Tsb matéria – Música brasileira de anime para sempre

  1. Estou anos atrasada desde a publicação, mas eu curti tanto que vou comentar mesmo assim :3
    Amei essa matéria!
    São fatos que eu sempre defendi, mas que na maioria das vezes são ignorados pelos supostos fãs de animes atualmente.
    Achei muito completa a abordagem sobre o tema, passando desde assuntos financeiros, até a relação do expectador com o anime.
    Não desmerecendo as músicas e dublagens japonesas, mas acho que, se bem feitas, as adaptações brasileiras ficam muito mais sonoras ao nosso contexto.
    Nós, crianças da época de animes na TV aberta, crescemos, afinal, já se passaram mais de dez anos, mas ainda sabemos de cor “Mudar o mundo” e “Sorriso resplandecente”, coisa que provavelmente não teria acontecido com as versões originais.

    Meus parabéns pela matéria, ficou realmente muito boa!
    Meus parabéns também aos grandes artistas que criaram/adaptaram essas canções, vocês marcaram a minha infância, obrigada!

  2. Concordo com quase tudo que você falou mais não gosto das ‘ infantilizadas’prefiro as adaptações e também acho certo uma tradução literal não estranho se for feita corretamente
    a muitos exemplos disso feitos por fans no YouTube,alem disso não é certo que considerem todos os animes como produto para crianças Dragon Ball Z e Naruto são obviamente para um publico mais velho.

  3. Cara que matéria excelente, parabéns! Estava sentindo falta de alguém elogiar e dar valor aos Animes dublados que tanto gosto. Sem dúvida uma música em Japonês (nada contra o idioma) não empolga tanto quanto uma adaptação em bom português, e ainda mais quando essa adaptação é bem feita.
    E eu torço para que com essa sua iniciativa e projeto, o público e consumidor de Animes volte a se interessar em algo tão marcante que são as denominadas nessa matéria como “músicas brasileiras de animes”.
    Obrigado pelo projeto Tsb Anime.

  4. Outra bela matéria Rumme!

    Bem, eu sou fã das musicas de abertura e encerramento de animes – independente da língua. Existem vários casos de temas brasileiros excelentes, principalmente na década de 90 e anos 2000. Mas tb existem casos muito ruins tb, por ‘n’ motivos…

    Assim como dizem que os olhos são as portas da alma, digo que a abertura é a porta dos animes. Toda vez que ouço a abertura de Dragon Ball (SBT) ou ‘Pegasus Fantasy’ não tem como não querer assistir o episódio. Pq são bem feitas, tal como disse o Mário Lúcio, elas foram caprichadas… Qndo a abertura é ruim, não dá nem vontade de assistir o anime…
    Da mesma forma que é importante a interpretação. Vc citou o trecho de “Gosto de Horóscopo” , eu gosto de versões assim, que se aproximam da original, mas o que mais gosto é da interpretação da Sonia Brandão. É o que me faz ouvir ela sempre.

    Outra coisa que é legal ressaltar é que, como vc disse, o boom das tsb foi com Cavaleiros. E hoje em dia também temos um boom q começou em CDZ: as versões Full. O Ricardo Rossi (cantor dos temas de Lost Canvas e Dragon Ball Kai) é engajado em fazer essas versões que já deveriam ter sido feitas antes – acabamos perdendo o que seria um clássico até hj com as versões full de Yu Yu Hakusho.

    Parabéns pela matéria!

  5. É tão bom poder ler textos bem escritos como este acima. O artigo é digno e provavelmente será usado por muitos como referência (em um futuro onde a arte nacional receba o reconhecimento que merece, não por quem está de fora, mais sim por nós brasileiros). Rummenigge vem alimentando esse extenso espaço virtual que é a internet, com informações que ao tornar-se visíveis, valoriza e evidencia profissionais do calibre citado. Sou extremamente grato ao senhor Mário Lúcio pelo seu trabalho em Cavaleiros e outros produtos. Pois, tais adaptações deixaram-me feliz, em uma época onde o meu mundo era uma fantasia, era saudável e inocente (quanta saudade da minha infância, às vezes eu fico triste quando presencio junto aos meus sobrinhos, os novos heróis da garotada, percebo que não existe proposito algum além do financeiro). Quando abro o Blog TSB ANIME, sempre sou surpreendido com algo, seja pelo belo visual que o mesmo possui ou por conteúdo. O Rummenigge capricha cada vez mais em tudo que é publicado. E o que mais me chama a atenção, é o amor que o mesmo coloca em seu trabalho, pra mim é visível o quanto o nosso querido amigo gosta deste universo. Então, peço encarecidamente que não pare de suprir esta lacuna que a web possui acerca do tema.

  6. Fataço, mas tem umas musicas japas q sao show de bola, em maioria eu gosto das versoes q eu vi primeiro, assim assisto meus animes com estas tais versoes, em outros casos eu assisto revesando, em outros eu opto so pela brasileira (ex: Pokémon) e em outros eu opto so pela japonesa (ex: Digimon) é uma questao de gosto mesmo, mas nao tenho vegronha de admitir que algumas versões brasileiras soam melhor q as japonesas nem de admitir q algumas beiram o ridiculo rsrs

  7. Nem há mais o que comentar… impressionante quando você mencionou sobre o laço entre o expectador e o anime, na hora me lembrei de como era bom cantar o segundo tema de Cavaleiros junto com a abertura do desenho.

    Hoje, se paro para ver algum anime realmente são poucos os que tem essa magia infelizmente.

    Só acho que, ainda que em raros casos, é possível ter essa interação com músicas em outros idiomas também (embora a interação seja de menor intensidade).

  8. Queridos colegas, fico imensamente feliz que tenham apreciado a matéria. Passei meu domingo escrevendo-a e fiz isso com o maior prazer do mundo, pois, como muitos sabem essa é uma área que tenho verdadeira paixão. Agradeço pelos comentários e fico feliz, Ricardo, de tê-lo aqui conosco. Certamente seu trabalho deixou uma marca na vida de muita gente! E Mário, é sempre uma honra tê-lo conosco. Seu trabalho é como o título dessa matéria: PARA SEMPRE!

  9. Creio que o que fator determinante que contribui para a queda de qualidade nas produções musicais de hoje, comparando com a época citada, é exatamente a troca dos estúdios especializados em trilhas, jingles, etc, com equipes de produtores, compositores e músicos de extrema competência pela chamada produção doméstica onde uma pessoa com seu computador se acha suficiente para produzir todo um projeto. Isso acontece nos discos comerciais também. Obviamente reduz-se o custo, mas o resultado final é sempre o mesmo timbre “flat” sem o calor humano que só um trabalho com várias cabeças pensantes consegue produzir. Tenho orgulho de ter feito parte da equipe de Mario Lucio de Freitas na Gota Mágica.
    Parabéns pela matéria!
    Ricardo Melchior
    (músico, compositor, produtor e arranjador musical,)

  10. Obrigado, amigo, por acompanhar e prestigiar nosso trabalho. Foram realmente marcos nesse seguimento. Mas o principal disso tudo é que eles eram feitos sem pressa e por gente do ramo. Cantores como Rubinho Ribeiro, Sarah Regina, Lady Zu, Gilberto Santamaria, Ângela Márcia, Sueli Gondim, Rita Kfouri, Silvinha Araujo, entre muitos outros, fazem parte do primeiro time do Brasil. Músicos como o baixista Pedrão, o baterista Luisão, tecladistas como Aramandinho e Fernando Netto, guitarristas como Ricardo Melchior e Faísca e assim por diante tocaram meus arranjos; cordas e metais dos melhores de São Paulo. A verdade é uma só: A GENTE CAPRICHAVA. Por isso está aí até hoje. Me sinto honrado por ser lembrado por vocês, afinal, era apenas o meu trabalho, né?

  11. Caramba Rumme! Você arrasou nessa matéria !!!!!!! Parabéns Cara!!!!!!! A cada dia que passa vejo que esse será sem sombra de dúvidas o MAIOR ESPAÇO DE TSB DO BRASIL!!!!!! E POR QUE NÃO DIZER DAS AMÉRICAS OU DO MUNDO?

    TSB ANIME!!!! Rumo ao topo!!!!!!

  12. Gostei da mátéria Rumme, é como vc flw ai, sem as adaptações os animes em suas versões brasileiras perdem, digamos, um pouco de vida na língua do país, um exemplo:
    Dúvido um fã de YuYu Hakusho da época da Manchete q ñ se decepcionou na estréia dele no Cartoon Network quando ouviu a música de abertura em japonês?
    Não q eu esteja desmerendo a versão original, mas tem coisas q perdem akele intusiasmo de antes!

  13. Lindo Rumme, muito lindo! esse seu discurso foi super exclarecedor, Deus queira e Ele quer que muita gente abra, “abra” as suas mentes e dê o devido valor à tradução das musicas brasileira seja qual for, de Animes Cartoon e Etc. fico de pé, aplausos para você, Parabéns.

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